Levantou-se da mesa, o sábio, e disse:
- Nada sei, senhores! Sem vocês, eu nada sei!
Nisso, levanta um homem, de porte pequeno, com a barba por fazer e a camisa jogada para fora da calça. Caminha em direção ao bar e é notado pela simplicidade do seu ser. Quando se vê envolto de olhares, decide falar:
- Sabes, sim!, senhor. Nós somos somente o espelho de todas as tuas questões incessantes. Estás desiludido, apenas, meu caro. Mas não fiques assim, não, que o primeiro passo para se entender o 'quê' de tudo é compreender o que os outros siginificam para o nosso 'eu'.
E, surpreso, o sábio, ainda recostado na mesa molhada pela cerveja, movimenta a boca como num leve sorriso e num tom prepotente retruca o pequenino homem:
- E o que tu, senhor, fazes aqui? Já que sabes sobre as coisas por que não estás a fixar o teu nome no rol dos que sabem?
Agora o leve sorriso era do homem de porte pequeno, mas parecia mais um sorriso de decepção conformada. Pegou o casaco recostado sobre a cadeira, e andando lentamente olhou por completo o homem de pé:
- Ora, vejas... eu preciso dizer aos sábios o que eles têm que entender.
sexta-feira, 2 de outubro de 2009
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