Já disse ter o caráter feito. Arrisco dizer que desde então verdades irrefutáveis foram banidas da minha mente que se nutre de teimosia vã.
Como se a minha apreciação pelo tudo e pelo nada que sou estivesse nascendo. E, com a auto-estima maltrapilha, confundo os momentos em que estou viva e os em que não estou tão viva assim. Nos dias de vivacidade eu costumo me sentir alienígena em cima dos meus próprios saltos: é como se toda e qualquer relação se dê por eu deixar as coisas existirem por um mero faz-de-conta. E, contradizendo o meu estado semi-morta, os meus dias de fulgor são esses, em que forço a memória para lembrar que respiro. Em tais dias eu dou conta de que definições são tentativas de aproximação das coisas e que, portanto, não é relevante se eu não conseguir definir. A inglória aparece também nesses dias. E dela vem a inexplicável vontade de conquista. Mais que grandeza: poder de renascer.
E mesmo ritmando e correndo, meus passos são desiguais e lentos.
domingo, 18 de outubro de 2009
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2 comentários:
Fique a vontade.
"Quero ser como a primavera,
Deixar cortar e voltar a ser inteira"
Cecília Meirelles
Sede inteira, sede forte. E parabéns pelo blog!
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